Com que roupa eu vou?

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O grande dilema “com que roupa eu vou” envolve algumas questões que vão além de uma dúvida superficial. Acredito na importância de nos questionarmos de tempos em tempos sobre nossas escolhas, dia a dia e hobbies para encontrar o equilíbrio tão sonhado. Pode parecer bobagem, mas tudo isso está intimamente ligado ao nosso estilo.

A falta de clareza diante do nosso próprio estilo é tanto comum quanto compreensível. Os padrões inatingíveis de beleza, a pressão social para se tornar essa ou aquela pessoa, as informações a jato que ao mesmo tempo nos informa e nos oprimi.

Este ciclo moderno pode causar uma confusão na sua própria individualidade, ao mesmo tempo em que o mundo nos pede urgentemente que sejamos únicos.

Pois bem, todas essas escolhas irão construir uma fundação bastante sólida ou bastante instável. Uma fundação sólida é ideal e ela se cria a partir das três esferas: pessoal, família, trabalho. Quando um lado apresenta instabilidade, os outros dois exercem a força necessária para não deixar a estrutura cair.

Por isso, negligenciar uma das esferas pode ser uma má ideia. Como está sua relação com o trabalho? Como está sua relação com seus amigos e família? Por fim, como está sua relação com você mesma?

Como é o seu dia a dia?

A partir daqui podemos pensar em, de fato, descobrir o seu estilo. Não se desespere caso você não encontre uma coerência, pois não é necessário. Sua relação com suas roupas deve ser egoísta e unilateral: elas devem lhe fazer bem. E, pasme, isso é possível!

No caminho em busca do seu próprio estilo, o dia a dia não pode ser negligenciado, pois é o responsável por criar uma linha de raciocínio em cima do estilo que escolheu. Leve em conta o ambiente de trabalho e a posição que ocupa, bem como os momentos fora do âmbito profissional. Tem filhos? O que você costuma fazer nas horas vagas? Ou ainda, o que gostaria de fazer? Esse pode ser um incentivo para mudar uma coisa ou outra.

Quais são os seus hobbies?

Vamos começar pelo básico. Quais seus hobbies? Eles nos dizem muitas coisas. O que você adora fazer nas suas horas vagas? O ideal é que você tenha, ao menos, uma atividade que não dependa de ninguém especificamente, como andar de bicicleta – sozinha ou em um grupo, ler um livro etc.
Quais são seus hobbies?

É importante separar seus desejos das vontades alheias. Parece simples, mais é bastante comum haver tal confusão e quanto antes percebê-la melhor e mais fácil se conectará com sua essência.

Tipos de estilos

A forma como nos vestimos revela várias informações ao nosso respeito, razão da importância em criar uma coerência entre sua personalidade e suas vestimentas. Não é necessário, nem preferível, se encaixar 100% em um único estilo. O normal é caminharmos pelas beiradas de dois, três ou mais – conforme o nosso humor – porém, de modo geral, observamos mais afinidades em um específico. Este serve como nossa base, o que não nos impede – de modo algum – de pegarmos emprestado um detalhe ou outro de outros estilos. É justamente essa mistura que faz com que a personalidade perpasse das roupas para o mundo.

A seguir, apresentaremos os principais macros estilos, porém tenha em mente que existem variações entre um e outro que se moldam à individualidade de cada um/uma. Leia com atenção cada estilo e reflita se faz ou não sentido para o seu dia a dia e sua personalidade.

Estilos clássico: O estilo clássico ou tradicional está bastante interligado ao mundo dos negócios, já que, normalmente, ele é o escolhido para produções de trabalho. O conservadorismo que exala dele transmite confiabilidade.

As vestimentas que fazem parte do estilo clássico perduram por várias temporadas, passando longe das tendências da moda. A alfaiataria está bastante presente, assim como cores neutras, modelagem reta, sapatos fechados e conjuntos.

Estilo elegante: Pois bem, não pense que o estilo elegante de ser não pode ser copiado – quando faz sentido para você. Algumas características são comuns em mulheres vistas, por outros e por elas mesmas, como elegante.
Peças bem cortadas e com boa qualidade transmitem um ar de sofisticação. O equilíbrio entre itens conservadores com uma pitada moderna é uma das características que diferencia o estilo elegante do clássico. Opte por tecidos naturais como o linho, o algodão, a seda e a lã. Quanto à tonalidade, produções monocromáticas ou tom sobre tom garantem uma silhueta alongada.

Não confunda o estilo elegante com o clássico. O primeiro não se restringe às vestimentas, logo, estas podem variar bastante sem sair dos limites que caracterizam uma pessoa como elegante. Neste sentido, a postura e o comportamento pesam bastante, nos dando aquela impressão que algumas pessoas são elegantes mesmo com jeans e camiseta.

Estilo moderno: O estilo moderno também é considerado elegante, porém com alguns toques que o diferenciam daquele. Peças consideradas clássicas, como um blazer de alfaiataria, são peças coringas no guarda-roupa de uma mulher moderna.


Itens diferenciados são adicionados à produção para deixá-la com ares contemporâneos. Um sapato marcante, uma peça considerada masculina e por aí vai. Os acessórios são discretos e a ousadia fica por conta de detalhes como uma fenda, um corte assimétrico e modelagens diferenciadas. O minimalismo faz parte do dia a dia, assim como tons fortes (neutros ou não). O estilo moderno deixa os tons pastel para as românticas.

Estilo criativo: O estilo de quem gosta de ousar é o criativo. Nele, a mistura de todos os outros estilos reina, resultando em uma miscelânea que dá super certo. Misturar estampas, texturas, estilos, cores e sobreposições resulta em looks harmônicos ao encontrar um equilíbrio bem-vindo na hora de experimentar peças e combinações novas. Aqui, é possível juntar o clássico com o vintage e ainda trazer um quê de romântico para a produção. Cada ocasião fornece os limites até onde podemos ousar e encontrar um equilíbrio que torne a vestimenta coerente é fundamental.

 

Estilo esportivo: O estilo esportivo é considerado também natural. São pessoas que gostam de peças básicas, passando uma imagem de leveza ao priorizar o conforto e a praticidade. Peças muito justas ao corpo não fazem parte do repertório de uma mulher com esse estilo. Peças frequentemente ligadas ao esporte costumam estar presentes – como moletom e tênis. Tecidos naturais são os preferidos, seguidos por poucos acessórios e calçados confortáveis.

 

Estilo romântico: Tons pastel, saia midi plissada, florais e babados. Esses são alguns itens e detalhes que chamam a atenção das românticas. É o estilo mais fácil de ser identificado por suas características bem marcantes. O ladylike tem uma queda por itens bem femininos como laços, rendas, babados e bordados, da mesma forma que é o melhor amigo da cintura marcada e da saia rodada. Tudo no estilo romântico transmite delicadeza. Note que não é preciso estar romântica da cabeça aos pés, da mesma forma que não é necessário vestir-se com o mesmo estilo todos os dias.

Estilo sensual: Já quem gosta de mostrar as curvas e deixar a pele a mostra, o estilo sensual – ou sexy -lhe cai muito bem. Novamente, não é preciso estar com uma minissaia e um top para se encaixar neste estilo. Uma saia midi justinha – que modele o corpo – com um cropped e sandália single montam uma produção bem sensual, sem cair na vulgaridade. Há um equilíbrio aqui. Se o decote é bastante aberto nas costas, evite decotes frontais profundos, bem como fendas muito acentuadas.

Encontre um equilíbrio

Independente de qual estilo combina mais com sua personalidade, cada ocasião pede por uma vestimenta coerente. E é aí que podemos nos confundir um pouco e acabar vestindo algo mais pensando no adequado do que no nosso próprio gosto. O que nos falta, muitas vezes, é encontrar um equilíbrio e ter em mente algumas combinações possíveis para quando chegar a hora não nos jogarmos para o lugar comum.
Pois bem, nem só de pretinho básico vive ocasiões formais, nem só de jeans e camiseta vive a informalidade e nem só de blazer preto vive o ambiente de trabalho. Cada uma destas situações abre um leque de possibilidades capaz de produzir combinações inusitadas.

Separamos algumas possibilidades de ocasiões mais gerais para você poder enxergar as diversas opções de vestimentas para um mesmo ambiente. Não esgotamos, de forma alguma, as possibilidades. O ideal é que você se inspire a montar novas combinações que a façam sentir-se bem.

Com que roupa eu vou?

Ambiente formal de trabalho

Quando o ambiente de trabalho é formal, como um escritório de advogacia, por exemplo, há uma série de limitações que giram em torno de uma imagem a ser passada para os clientes. Pensando nas vestimentas como forma de passar credibilidade – em um primeiro momento – o estilo clássico e elegante são os mais indicados. Mas eu me encaixo no romântico. E agora? Não é preciso entrar na caixinha para adequar-se ao ambiente. Mantenha uma perna dentro e uma fora! Vestir- se de tons pastel da cabeça aos pés somando uma saia plissada e babados pode não dar a impressão que você pretende – novamente pense na primeira impressão, pois, infelizmente, é assim.

Neste caso, invista em peças marcantes com um bom corte de alfaiataria e mescle com uma blusa com babados ou em tonalidade pastel. Dessa forma, encontrará um equilíbrio sem deixar sua personalidade de lado.
E eu que me encaixo no estilo moderno e criativo? Também é possível montar uma combinação que se encaixe na formalidade ao mesmo tempo que deixa um quê de ousadia moderna. Escolhendo peças marcantes, como uma pantacourt, um blazer boyfriend ou um calçado mais ousado, você sairá do lugar comum sem destoar do ambiente em questão.

Note que o que mais influencia para um item ser ou não adequado é o tecido e a padronagem. Tecidos mais grossos como a lã e o linho são ideais. A alfaiataria já deve ser sua melhor amiga para as roupas de trabalho e deve continuar assim, pois sua estrutura firme é ideal para a ocasião. Fique atenta à modelagem. Estampas clássicas como risca de giz e xadrez são bem-vindas para deixar a produção diferenciada.

Ambiente informal de trabalho

Para quem trabalha em um ambiente informal os limites se ampliam, principalmente quando envolve trabalhos criativos. Nestes casos, é possível ousar sem medo, afinal, a sua criatividade e ousadia conversam intimamente com seu ofício. Não pense que a alfaiataria deve ser deixada de lado. Ela pode estar presente em produções alternativas, mesclando a formalidade com a casualidade.

Exemplo? Um blazer alongado com mom jeans e tênis/mule/scarpin. Estampas mais ousadas e tonalidades mais vibrantes podem estar presentes sem medo, assim como peças consideradas tendências marcantes da temporada. Diferentemente de um ambiente em que a formalidade reina, trabalhos criativos abrem um leque de opções e os acessórios podem ser aliados a essa tarefa. Uma gargantilha, maxis brincos ou uma bolsa diferenciada e estilosa auxilia na busca por uma produção marcante.

Padronagens

Ao pensar em estampas, tenha em mente que padronagens maiores chamam a atenção para a parte do corpo em que se encontram. Por isso, é importante prestar atenção no tamanho das estampas mais do que na estampa em si. A dica é encontrar um equilíbrio entre padronagem e corpo, de forma que um auxilie o outro.
Algumas estamparias nos ajudam a deixar a silhueta mais longilínea. Se é isso que você procura, as listras verticais finas podem ajudar. Para uma impressão de continuidade, escolha duas peças da mesma estampa e tonalidade.
Exemplo: Quem possui pouco busto e deseja criar mais volume na área, pode investir em blusas com estampas grandes.

Cores

Seguindo na mesma linha das padronagens, as cores vão além de meras combinações. Cores brilhantes evidenciam, enquanto que cores foscas escondem. Use as cores ao seu favor na hora de montar uma produção que equilibre o corpo.
O círculo cromático pode ajudar a combinar cores sem deixar o conjunto perder a harmonia. Não encontramos dificuldade na hora de combinar uma cor chamativa com neutros, porém é normal bater uma insegurança quando o assunto é misturar cores.

É possível combinar cores análogas, ou seja, as tonalidades que estão uma ao lado da outra. Por exemplo, o vermelho e o rosa, o amarelo com o laranja, o verde claro com verde escuro. Há também a possibilidade de combinar com a cor oposta. Por exemplo, roxo com amarelo e azul com laranja. Tais combinações são mais ousadas, porém funcionam.

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Formada em história, psicologia, especialista em gestão de negócios e acredita na moda como uma forma de linguagem!