Moda Consciente

Dicionário Eco-fashion: ampliando bem mais que o vocabulário

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Para quem acompanha o site e as tendências deve se acostumar com alguns termos que prometem revolucionar o mercado e a forma de consumir moda no mundo.

Nós, ao longo do tempo, falamos desses termos em diversos momentos e artigos, mas para evitar dúvidas e inquietações mentais aqui vão alguns esclarecimentos. Entenda os 13 termos do Eco-fashion que você deve conhecer.

1 – Armário Cápsula

O termo não é novo, já quem foi usado a primeira vez em 1970 pela londrina Susie Faux. O “Capsule wardrobe”, o armário cápsula, com o passar do tempo perdeu o seu sentido original, já que atualmente é pregado que o indivíduo possua um número X de itens em seu guarda-roupas. Na verdade a ideia central é possuir um armário somente com o essencial, aqueles clássicos que não saem de moda, atemporais e versáteis nas composições.

2 – Cruelty-free

Livre de crueldade” é a expressão usada para identificar produtos que não são testados em animais. Esses produtos possuem menos substâncias tóxicas (que exigem testes em animais) e mais ingredientes orgânicos.

Muitas marcas de cosméticos estão crescendo por adotarem essa filosofia. Vale lembrar que produtos naturais dão à pele mais vitaminas, minerais e nutrientes em geral, deixando de fora de sua composição agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos.




3 – Eco – friendly

O “ecologicamente amigável”, traduz os produtos fabricados sem causar prejuízo ao meio-ambiente.

As marcas que adotam essa concepção se propõe a diminuir ou anular o impacto ambiental da produção ou  adotam práticas que ajudam a conservar energia, água e outros recursos naturais.  É uma forma de utilização dos recursos naturais de maneira consciente, evitando desperdício e adotando práticas sustentáveis.

4 – Fast-Fashion

O termo é aplicado a um modelos de negócio de produção em massa e de gerenciamento altamente racionalizado da cadeia de suprimentos. A resposta rápida, possibilita que o tempo do desenvolvimento à disponibilização do produto nas lojas seja mais curto.

Este modelo de negócio, tipicamente capitalista, valoriza o comportamento impulsivo de compra e cria uma urgência nos consumidores, já que o produtos vão sair de linha em breve.

5 – Handmade

Traduzindo significa “feito à mão” e designa produtos feitos artesanalmente. A tendência é a valorização dos produtos artesanais, de produção lenta, exatamente contrária ao fast fashion. A produção individual de peças e a perpetuação de técnicas manuais de uma cultura passada de geração em geração ganham destaques até mesmo em grandes grifes.

(Veja mais no nosso post sobre o tema)

6 – Made local

O selo “feito no local” é uma forma de incentivar o desenvolvimento e  produção no país e até de uma região específica.

7 – Moda Consciente

Se refere à marcas e pessoas que  produzem e consomem de forma consciente, que  pensam para além do produto, pensam em toda a cadeia de produção e no pós-consumo.  Aqui a qualidade prevalece sobre a quantidade assim como o slow sobre o fast.

8 – Moda Ética

Baseia-se em garantir uma produção que assegura condições dignas de trabalho em toda a cadeia de produção.

9 – Moda Sustentável

Refere-se a uma busca por um consumo de moda sustentável. As marcas que levantam essa bandeira focam em questões ambientais, com tecidos ecológicos,  reuso, reaproveitamento de materiais, redução de impactos, entre outras alternativas.

Aqui o descartável é substituído pelo sustentável, pelo duradouro, aquele que se sustenta ao servir diversas pessoas ao longo do tempo (sendo bem vindos em brechós) e que, ao final, pode ser reformulado, customizado ou transformado.

10 – Reciclado

Os produtos reciclados visam minimizar a produção de lixo no mundo por meio da transformação. Hoje existem diversas marcas que trabalham com tecidos reciclados de garrafa pet. Até a fibra da laranja está sendo usada para criar tecidos sustentáveis.

11 – Slow-Fashion

Em oposição ao “fast-fashion” o slow (lento), propõe uma moda de produção lenta, consciente, valorizando a diversidade e qualidade em detrimento da quantidade.

O movimento slow abraça tanto os estilistas independentes quanto as lojas de segunda mão, como os brechós. É uma forma de incluir a variedade e o meio ambiente em uma produção que valoriza a diversidade cultural, já que desconstrói a produção em massa e o estilo globalizado valorizando os autores locais e o reaproveitamento.

12 – Upcycling

Não existe uma tradução exata para o termo, mas se trata do processo de dar cara e sentido novo a um objeto. Assim como a corrente quebrada de uma bicicleta que pode se tornar uma gargantilha. Diferentemente da reciclagem, o upcycling aproveita materiais já existentes.

13 – Zero Waste

No português significa “desperdício zero”. Marcas que adotam o conceito se preocupam em gerar o mínimo ou nada de lixo têxtil.
Interessante, não?




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30 anos, nascida em Cuiabá -MT, mas manezinha de criação e coração. Apaixonada por viajar, animais, comida....tantas coisas...acho que sou apaixonada pela vida.