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Semana de Moda de Paris: primavera – verão 2016 (parte 1)

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image14Esta semana iniciou em Paris a semana de Moda prêt-à-porter feminino (pronta para vestir). Os desfiles ocorrem entre os dias 28 de setembro à 7 de novembro. Ainda não acabou mas já tem muita coisa para falar do que apareceu nas passarelas. Por isso vamos fazer dois posts sobre o tema. Esse é o primeiro post e vai abranger os desfiles dos dias 29 e 30 de setembro.

Quando falamos de Semana de Moda de Paris saibam que estamos falando de grandes marcas e grandes grifes. Esse é o momento que todos os grandes nomes do mundo da moda aguardam ansiosos. Não é atoa que celebridades do mundo todo vão até Paris – o que não deve ser nenhum sacrifício – para saber em primeira mão o que vai rolar nas próximas estações.

Para quem não sabe, nesses eventos desfilam muitas grifes e em muitos casos, para não dizer sempre, acontecem desfiles ao mesmo tempo ou fica inviável correr de um lugar para outro para ver um desfile que começa em um intervalo de tempo muito próximo. Por isso, é impossível para quem está lá ver todos os desfiles. É necessário escolher as marcas com grande renome ou as que lhe agradam… não é meu caso porque não tenho cacife para isso…infelizmente não tive que enfrentar essa grande questão existencial de não poder estar em vários lugares ao mesmo tempo.

 

Vamos ao que interessa?

 

No primeiro dia (29/09, 3ª feira) – Desfilaram:

Lucien Pellat Finet; Repetto (apresentação); Aalto; Nehera; Each x Other; Léa Peckre; Pascal Millet; Anrealage; Anthony Vaccarello; Jacquemus; Anne Sofie Madsen; e Koché.

Each x Other

Em uma mistura entre o casual e o conceitual a marca não surpreendeu muito nas passarelas. Apresentou coisas interessantes, mas muito críticos relataram esperar por mais. Entre as trends, estão: as calças com ar de pijama chic com listras bem descontraídas; os abotoamentos assimétricos; saias com recortes assimétricos e costuras com transparências; as nossas amadas t-shirts com slogans; vestidos decotados; o militarismo também apareceu em camisas e casacos, nas camisas as mangas quebravam esse ar militar e ganhava um “q” romântico com uns babados interessantes; cintos com fivelas marcantes ajudaram a compor os looks.

Anthony Vaccarello

A marca pôs nas passarelas camisas estampadas de tatuagem; muitas fendas assimétricas; ilhoses; pouco tecido; o patchwork em peças de alfaiataria misturando listras; transparências em alta; cores inspiradas no militarismo, como o verde oliva; nos bordados foi utilizado algum tipo de metal que ajuda a dar o caimento e o movimento aos vestidos e saias.

Jacquemus

Um desfile bastante conceitual trouxe cores como: o azul, o branco, o vermelho e o cinza em peças de alfaiataria assimétricas. O estilista misturou a alta costura da alfaiataria com peças casuais como biquíni, camisetas e regatas, na busca por desconstruir a moda. Peças híbridas e  desmembradas reconstruídas, como em patchwork assimétrico, entraram no visual um tanto pessoal do desfile.

Segundo dia (30/09, 4ª feira) – Desfilaram:

Courréges; Lemaire; Maison Margiela; Guy Laroche; Atsuro Tayama; Redemption; Yang Li; Bernard Chandran; Cédric Charlier; Dries van Noten; Sharon Wauchob; Rochas; Hugo Matha (apresentação); Liselore Frowijn; Aganovich; Christophe Guillarmé; Wanda Nylon; Alexis Mabille; Vionnet.

Courréges

Retornando às passarelas após 13 anos, a marca mostrou que os anos 60 estão presentes nos looks, e mais: as mini saias e calças jeans; as formas em A e os tecidos mais encorporados; o body branco em quase todo o desfile; painéis vazados, entrelaçados, camurça e jaquetas de couro mais curtas; vestidos de alcinha com fendas;  

Lemaire

Em seu desfile, as modelagens escolhidas foram as mais soltas e amplas. Outros destaques foram: cintura alta nas calças; costuras aparentes; a sobreposição de vestidos com calça marcaram o desfile; as cores foram as mais sóbrias possíveis; as peças tinham leveza, com materiais escolhidos para dar um ar sutil.

Maison Margiela

Uma mistura de tecidos leves e estruturados e a escolha pelo motivo oriental casou perfeitamente, mais uma vez, com a proposta do estilista. Os cabelos azuis e os dourados misturados com as makes futuristas e detalhes prateados provocaram o público. Os destaques deste desfile foram: os motivos orientais; bordados de pedrarias; as cores; os nós e a mochila nas costas que remetem às vestes orientais; a proposta gender de vestir homens com roupas de mulheres e vice-versa.

Dries van Noten

Eu, particularmente, adorei as roupas do desfile. Os bordados, as estampas, os brocados e jacquards – como de costume os elementos asas e ramos de plantas apareceram e ficaram ótimos. As cores e suas combinações exuberantes apareceram e deram show. As modelos usavam uma segunda pele como tatuagens de ramos com muitas cores. O bustiê, os babados assimétricos, variações de tecidos leves e estruturados e as peças de alfaiataria completaram o desfile.

Rochas

Inspirado no surrealismo de Dalí e em sua musa inspiradora o estilista trouxe às passarelas: muito babado; muitos laços gigantes; sobreposições de tecidos nobres e camisetas; texturas; 3D;  vinil, rendas; vestidos longos; alças finas e alturas midi.

Alexis Mabille

O verão de Alexis Mabille é cheio de cor e vida. Os pontos fortes do deu desfile foram: as cor vermelho melancia, a cor verde; as rendas também bastante coloridas; tipo uma pochete/mochila; muitos pingentes, cintura bem marcada com obi (acessório da vestimenta oriental que parece um cinto largo na altura da cintura); as estampas de melancia; as calça em tecidos bem leves e maleáveis; cintura alta; assimetria nas saias e vestidos, babados e camadas; e camisas com mangas tipo capa.

Vionnet

Fina e elegante a marca apresentou com requinte as roupas para o verão 2016. O desfile formado pela equipe de Goga Ashkenaz deixou muita gente sem palavras, suas peças tinham: leveza; plissados;  rendas; capas longas e transparentes; o tule apareceu em muitos momentos sobreposto ou nas peças; recortes geométricos; calças retas em tecidos levíssimos; uma cartela de cores delicadas e em alguns momentos a opção do preto que deu sofisticação aos looks; túnicas transparentes; e os decotes – ahaa… esses sim – sensuais na medida certa e que respeitam as curvas.

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30 anos, nascida em Cuiabá -MT, mas manezinha de criação e coração. Apaixonada por viajar, animais, comida....tantas coisas...acho que sou apaixonada pela vida.