Você consome de forma consciente?

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Aqui está uma  pergunta que espero, um dia, todos se façam:

“Eu consumo de forma consciente?”

Se você já se fez essa pergunta, bem-vindo! talvez não sejamos os primeiros a se questionarem sobre a forma como consumimos, mas espero, que não sejamos os últimos.

Sou mais feliz hoje por ver que ao longo dos anos os padrões de beleza se tornaram menos rígidos, embora ainda tenhamos que evoluir, hoje a moda está mais democrática que há 10 ou 20 anos.  

Falar sobre consumo não se trata de, apenas questionar o modo como as coisas são feitas ou para onde elas vão quando não as queremos mais. Se trata de reflexão, autoconhecimento e de saber o que é “seu”.. “Seu” desejo de consumo, suas necessidades reais e não o que vem dos “outros”- sociedade, mídia…  – pressões veladas que além de criarem desejos, criam frustrações e ansiedade.

É inspirada neste caminho que aposto em novos  conceitos de consumos. As próximas décadas, aos meus olhos, serão desenhadas sob uma ótica sustentável, em que “ter” não prevalece sobre o “ser”, em que exista auto consciência e senso de responsabilidade sobre nossas ações e escolhas. Um tempo em que algumas perguntas são feitas de forma silenciosa e em frações de segundos, sem se perceber me questiono:

“Preciso?”

Parece banal, mas ainda assim para muitas pessoas é impossível separar o que é necessário do que é um desejo impulsivo. Por muitos motivos somos treinados para não pensarmos sobre isso, mas quem consegue responder essa simples questão faz escolhas mais saudáveis e de brinde economiza um bom dinheiro.

“O que é isso?”

Para além do objeto – uma blusa ou um sapato – o quê você está levando nessa sacola linda e aromatizada? Qual o material envolvido na sua confecção? Já descrevemos em muitos posts o impacto da pecuária e da agricultura no meio ambiental e na vida dos trabalhadores. Buscar um maior esclarecimento sobre a origem da matéria prima e da mão de obra do produto que você está interessada é capaz, sim, de ditar novas formas de conscientização da indústria sobre a forma como vão produzir, mas só funciona se todos fizerem sua parte.

“Tem validade?”

Você se vê usando isso ano que vem? Daqui 5 anos ou mais? O que quero perguntar é: “esse objeto, alvo do seu desejo, tem prazo de validade?”

“Eu posso criar ou recriar?”

Grande parte do meu otimismo quanto a minha aposta de um mundo mais sustentável vem desta nova geração “DIY”. Reutilizar, reaproveitar, customizar são formas cada dia mais falados e testadas. Será que aquele item tão “must-have” da temporada não pode ser encontrado em um brechó? será que podemos reformar?

“Quem ganha? “

Sabemos que ainda hoje, não muito distante, aqui no Brasil mesmo, temos confecções clandestinas de refugiados com trabalhos análogo ao da escravidão e não é só aqui no Brasil não…. não se engane. Quem está ganhando quando você compra algo, realmente, muuuito barato? Barato pra quem?  

“Sou eu?”É a minha cara?

Uma maneira simples de saber se você tem estilo é analisar a taxa de acertos nos presentes que ganha. Se as pessoas tendem a acertar isso significa que seu estilo é tão bem definido que todos sabem o que realmente é a sua cara.

Você sabia que ter um estilo próprio ajuda o meio ambiente? Exato, afinal de contas o que realmente importa é a qualidade. O que adianta ter uma infinidade de coisas que não dizem nada sobre você ou pior,  ter muitas coisas que todo tem sem nem saber como usar?

Repito:

“Eu consumo de forma consciente?”

Se você já se fez essa pergunta, bem-vindo! talvez não sejamos os primeiros a se questionarem sobre a forma como consumimos, mas espero, que não sejamos os últimos.

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